Você se Lembra?

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domingo, 22 de junho de 2014

Santarém: O Mercado Velho

Os 4 mil habitantes da cidade lamentavam a ausência de local onde pudessem, mais facilmente, adquirir gêneros e frutas, carnes e peixes, para a alimentação diária. Carne verde não era fácil de obter. Apesar de contar a cidade com 10 ou 12 pequenos açougues, nem todos os dias abastecidos, o mocorongo devia acordar às 3 da manhã e muitas vezes ao chegar à porta do açougue a carne já havia acabado... Outros, mais espertos, já haviam estado antes, inclusive, talvez dormindo sentados à porta do estabelecimento.

Então, em 1896, a Câmara Municipal cogitou seriamente de construir um mercado. Houve discussão crespa entre os edis por causa do local. Dois queriam que fosse localizado à rua do comércio, então chamada rua Barão do Tapajós, no cruzamento com a travessa 15 de Novembro, quarteirão onde hoje estão a Casa Mim e as outras construções de Joaquim da Costa Pereira, fazendo frente para o rio; outros dois preferiam às proximidades da Praça da matriz, ainda outros o queriam perto do Teatro, em construção, exatamente, no local onde agora se encontra o mercado novo.

video
                               Vídeo raríssimo do antigo Mercado Municipal de Santarém, 1932. 
                                                 Vídeo produzido pela Ford Motion Picture.

Matando o impasse os Barões de São Nicola ofereceram gratuitamente um terreno de sua propriedade na mesma rua Barão do Tapajós, oferta que foi aceita e logo providenciada a edificação do primeiro mercado público de Santarém. A planta foi também gentilmente oferecia pelo engenheiro, tenente coronel Adriano Pimentel, filho da terra. No dia 17 de fevereiro desse ano de 1896, foi demarcado o local, e no seguinte começaram a ser carreados os materiais de construção.

Era intendente municipal o comendador Inácio José Corrêa, bisavô, pelo lado materno, do deputado Ubaldo de Campos Corrêa que, por notável coincidência, seria o indicador da construção do novo mercado se Santarém, 65 anos mas tarde.


















Foto: Orla de Santarém na década de 1930. Vê-se o antigo Mercado Municipal e o Castelo. Trecho entre as atuais travessas dos Mártires e 15 de Agosto. Foto: Apolônio Fona.

Em 9 de agosto de 1919 o intendente dr. Manoel Waldomiro Rodrigues dos Santos, no intuito de aumentá-lo, mandou arrematar em hasta pública, por 7.203$000, o terreno pertencente aos herdeiros de Raimundo Benjamin Caetano Corrêa, medindo 11 braças, de frente, entre o prédio do mercado e a travessa dos Mártires, aumento, aliás, que não chegou a ser concretizado.

Agora vai desaparecer o antigo próprio municipal. Irrisório, pequeno, para a época atual, mas bem suficiente para a da sua construção, prestou grandes serviços à população citadina. Mas, já de há muito, era considerado uma nódoa para os nossos foros da cidade civilizada. Desprezível, humilde, abandonado, não mereceu sequer uma foto ou uma citação no Álbum do Centenário de Santarém, publicado em 1948. Entretanto isso não ocorreu quando o grande governador paraense dr. Augusto Montenegro mandou organizar o majestoso Álbum do “Pará-1908”. Lá nas páginas dedicadas a Santarém, figura o mercado, todo liró e bonito, atestando aos porvindouros que antigamente também se trabalhava pela terra mocoronga.

Paulo Rodrigues dos Santos

terça-feira, 10 de junho de 2014

Limpeza pública em Santarém no século XIX

Rua Siqueira Campos, 1947.
Em 21 de abril de 1856, o então presidente da Câmara Municipal de Santarém, Miguel Antonio Pinto Guimarães, futuro Barão de Santarém, baixava uma série de artigos do Código de Posturas do Município, aprovados anteriormente pelo Legislativo Provincial para toda a Província do Grão Pará, específicos sobre a limpeza urbana, cujo teor transcrevo abaixo:
“Art. 15: Os proprietários de terrenos ou foreiros dentro dos limites das cidades, vilas ou freguesias deverão conservar sempre os ditos terrenos limpos, livre de imundícies, sob pena de incorrerem na multa de duzentos réis por cada braça de frente, ou dois dias de prisão.
Art. 16: Os moradores das cidades, vilas ou freguesias, cujas casas fizerem fundo para as bandas dos rios ou dos campos, serão obrigados a mandarem limpá-los de aningaes [sic], canaranas [sic], mato e imundícies, de três em três meses, no primeiro caso até as margens dos rios e no segundo até a distância de seis braças dos campos. O infrator incorrerá na multa de cinco mil réis ou dois dias de prisão.
Art. 18: Ninguém poderá lançar nas ruas, praças, estradas, praias, cais e mais lugares públicos, imundícies, cisco, vidros, restos de peixes, etc. o que só poderá ser feito nos lugares que as Câmaras designarem por editais. O infrator ocorrerá na multa de dois mil réis ou um dia de prisão, e será obrigado a mandar fazer a limpeza a sua custa, ou a pagar a despesa que o Fiscal para isso tiver feito.
Art. 19: Os moradores das cidades, vilas ou freguesias, e os donos dos terrenos dentro dos limites delas, são obrigados a conservar sempre limpas as testadas de suas casas e terrenos até o meio da rua ou travessa, dando esgotamento às águas, e não consentindo que na frente das ditas casas ou terrenos se lance lixo ou outra qualquer coisa imunda. O contraventor incorrerá nas penas do artigo antecedente”.
Naqueles tempos, qualquer pessoa que não cuidasse para que a cidade se mantivesse limpa, era punida pecuniariamente e com prisão temporária.

A limpeza era uma obrigação muito mais da população do que do poder público.

Texto: Sidney Canto
Fonte: http://www.jesocarneiro.com.br/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

TABA - Transportes Aéreos da Bacia Amazônica


"A Taba foi uma das pioneiras no transporte aéreo da região amazônica. Foi fundada em 1976 pelo coronel Marcílio Jacques Gibson (…) Encomendou 15 Bandeirante (operou apenas 11) e trouxe também os FH-227 e C-46 da extinta Paraense. Em 1983 trouxe dois BAe 146. As aeronaves pararam por razões técnicas e tempos depois foram retomadas pelos arrendadores. Bruno Gibson, filho do coronel, assumiu a Taba. Trouxe novas aeronaves, como os Fokker 100 e Dash 8, mas a desorganização continuava imperando. As precárias condições operacionais nada ajudavam. Acidentes começaram a manchar a reputação da Taba, que não agüentou a competição. Devolveu metade de sua frota de Dash 8 e, meses depois, teve os três últimos tomados por falta de pagamento. Com isto, sua frota ficou reduzida a dois Bandeirante. A companhia acabou fechando as portas em março de 1999".

Fonte: Fragmentos de Belém

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PENTA - Pena Transportes Aéreos

A PENTA - Pena Transportes Aéreos foi fundada em 1995 em Santarém, com o propósito de explorar o transporte aéreo no eixo Manaus-Santarém-Belém e outros segmentos secundários na região leste da Amazônia. A frota inicialmente composta por dois Cessna Grand Caravan, foi logo aumentada com dois Embraer 110 Bandeirante.

Em 1996 foram entregues os dois primeiros Embraer 120 Brasília e chegou-se a cogitar a operação do ERJ145, porém a compra não chegou a se realizar.

Seguindo o exemplo da TABA, em 1997 foi a vez de dois Dash 8-300 tomarem o rumo da Amazônia, operando então em rotas de maior distância e demanda. Em 1998 foi a vez do Dash 8-400Q ser anunciado como próximo equipamento, porém mais uma vez ...nada. Para complicar a situação, com a crise cambial de 1999, os dois Dash 8-300 foram devolvidos, levando ao cancelamento de várias rotas.

Entre o ano 2000 e 2001 a PENTA teve suas operações suspensas pelo DAC, sob a alegação de problemas de manutenção. A empresa voltou às atividades regulares no primeiro semestre de 2001, ostentando um novo e chamativo esquema de pintura.

Fonte: http://jatosajatos.blogspot.com.br/

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Visita da taça Jules Rimet a Santarém, 1970

Dezembro de 1970
A taça Jules Rimet do tricampeonato
recém conquistada nos campos do México era
exposta no Banco do Brasil das 
Capitais de Estado.

Por iniciativa do BEC foi levada a Santarém-Pá,
onde desfilou em concha de pá carregadeira, e
simbolizou a conquista da Amazônia na 
construção da Santarém-Cuiabá, e
a caminho do aeroporto,
posou com o time do São Francisco.

Acervo do Ten.Cel de Engenharia
Jaime Ribeiro