Você se Lembra?

Você se Lembra?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alter do Chão, 1940

video

Vídeo raríssimo de Alter do Chão, em 1940.
Produzido pela Ford Motor Company.

Colaboração: Eliel Rocha Silva

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Antigo Estádio Municipal de Santarém, 1960

A primeira partida de futebol irradiada ao vivo diretamente do "Estádio Municipal", verificou-se em outubro de 1948, quando a seleção "mocoronga" derrotou a forte equipe do "Paysandu Sport Club" da capital do Estado, pelo escore de 2x1. A recém-inaugurada ZYR-9 Rádio Clube de Santarém era o veículo e o locutor o sr. Elias Ribeiro Pinto, que exercia as funções de secretário da Municipalidade. A iniciativa partiu de Jonathas de Almeida e Silva, pioneiro da radiodifusão em Santarém e no interior da Amazônia.
 
Texto: Meu Baú Mocorongo de Wilson Fonseca

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Santarém: Avenida Adriano Pimentel, 1942

Havia também uma trilha estreita, verdadeiro "caminho de cabras", escorregadio e íngreme, que aos poucos foram escavando, pela frente do morro - "caminho de cabras" que hoje é a bonita avenida Adriano Pimentel. Citando o jornal "O Baixo Amazonas" de 29/05/1880, informa: "O sr. tenente Inácio José Corrêa acaba de proporcionar aos habitantes de Santarém um grande melhoramento de trânsito, prolongando, à sua custa, a rua dos Mercadores até sair na Praça Municipal, escavando a parte do Morro do Castelo ( Fortaleza ), que obstruía esse prolongamento de trânsito. Atos deste muito recomendam ao conceito público de quem os praticas". E Paulo Rodrigues dos Santos prossegue: "Assim foi aberta e, mais tarde, paulatinamente alargada, com novas escavações que permitiram a edificação de prédios, na atual avenida " Adriano Pimentel"

Texto: Meu Baú Mocorongo de Wilson Fonseca


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Santarém: Crucifixo de Von Martius


Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Santarém, encontra-se o famoso crucifixo do cientista alemão Karl Friedrich Philipp Von Martius, que tanto orgulho concede aos moradores deste município.

Karl Von Martius formou-se em Medicina, mas dedicou-se ao estudo das Ciências Naturais, especialmente Botânica e Zoologia. Membro da Academia Real de Ciências de Munique (Alemanha), veio ao Brasil integrando a comitiva da arquiduquesa Leopoldina, que se casou com D.Pedro I. Durante três anos (1817 a 1820), por determinação do rei Maximiliano José, da Baviera, ele viajou pelo país, acompanhado do Cientista Johann Baptist Von Spix, recolhendo amostras do solo e exemplares da fauna e da flora. Em parceria com Spix escreveu as obras "Viagem pelo Brasil" e "A Flora Brasileira", um verdadeiro tratado de botânica em 15 volumes, com 20.773 páginas e 3.811 gravuras.

Em 18 de setembro de 1819, Von Martius escapou de morrer num naufrágio, quando navegava pelo rio Amazonas, próximo a Santarém. Aquele dia foi decisivo na vida do cientista de língua alemã, nascido em 17 de abril de 1794 na cidade de Erlanger, na Baviera, que deixou um dos maiores estudos sobre a flora brasileira. Em agradecimento a Deus por ter sido salvo da morte, Von Martius mandou confeccionar um crucifixo de ferro fundido, com 1,62 metro de altura. O crucifixo, que ficou pronto em 1846, só chegou ao porto de Santarém em 1848 e difere dos demais por apresentar Jesus ainda vivo.

Mesmo tendo chegado ao ano de 1848, a peça passou alguns anos desmontada e armazenada na casa do vigário da cidade, o que gerou certo descontentamento do naturalista, que teve que solicitar a intervenção do Arcebispo da Bahia na questão:

“...Na minha ultima carta contei a historia do crucifixo que mandei ao Pará para ser erigido na igreja de Santarém, e que até agora ficou desarmado na casa do Snr. Vigário, por serem as muralhas do templo não muito fortes. Repito a minha devota solicitação, que V. Exc. tenha a bondade de intervir nesse caso, ordenando que quando o crucifixo (que é de ferro dourado, e tem oito pés de altura) não coubesse sobre uma cruz na igreja, seja collocado fora dela, ou pelo lado da ribanceira. Salvado por milagre das águas do Amazonas, eu sentiria grande satisfação sabendo, que este testemunho da minha pia gratidão não se perdesse...”(Medico do Povo, nº 98, 1851)


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Frente de Santarém no final do século XIX

Pode-se ver o "Quartel do Sol", a Catedral de Nossa Senhora da Conceição (sem as duas torres) e outros prédios do antigo centro comercial de Santarém (ainda não existia o "Castelo").
Foto: Fidanza no Álbum do Pará de 1899
Fonte: Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós - IHGTap

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Santarém: Cinema Olímpia


Você sabia?
No lugar que hoje está situado o cinema "Olímpia", foi ocupado por seis chalés, onde moravam meretrizes. Cada chalé tinha o nome de uma flor, que seriam: Gira-Sol, Camélia, Violeta, Bugary, Resedá e miosotis. O chalé da esquina ( Gira-Sol ) foi de propriedade do sr. Anézio Pinto Cota. Na frente tinha um botequim e atrás bancas para jogos de baralho, dominó, firo e gamão. Nos outros chalés moravam as "meninas". Por incrível que pareça, havia grande respeito por parte das "meninas", pois só abriam suas portas para o "público", depois do sino da Matriz bater nove horas da noite.

Texto: Meu Baú Mocorongo de Wilson Fonseca

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Frente de Santarém na década de 1930


Visão da Praça Rodrigues dos Santos e de parte da frente da cidade de Santarém na década de 1930.
Pode-se ver parte do "Quartel do Sol" (lado esquerdo da foto), a antiga usina de luz e força (lado direito da foto) e o casario da época.
 

Foto: Apolônio Fona.
Fonte: Sidney Canto