Você se Lembra?

Você se Lembra?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Santarém: Rua Siqueira Campos, 1957

Depois de quase quatro horas pesquisando no acervo da LIFE, encontrei estas duas belas fotos da rua Siqueira Campos, tiradas em abril de 1957 pelo fotógrafo russo Dmitri Kassel para a revista LIFE.

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Despedida

Depois de um longo periodo de afastamento voluntario da vida publica, John volta ao estudio para gravar em 1980, aquele que se tornou o melhor e ultimo disco, chamado Double Fantasy, todos os principais acontecimentos desde triste ano, foi relatado na integra nesta pagina, aqui voce via poder acompanhar os ultimos momentos do homem que com sua poesia mudou todo um mundo.

Double Fantasy é lançado em Novembro de 1980. Na contracapa, John agradece "a todas as pessoas conhecidas e desconhecidas que me ajudaram a ficar na América, sem o que esta álbum não teria sido possível."
   
23/10/1980 - O futuro assassino de Lennon, pede demissão de seu emprego de guarda de um condomínio de alto luxo em Honolulu. Ele assina sua demissão com John Lennon. Perguntam-lhe se ele esta procurando outro trabalho e ele responde: "Não, já tenho um trabalho para fazer." 

27/10/1980 - O assassino compra um revolver calibre 38 em Honolulu, sem problemas graça a seu antigo emprego de segurança. 

08/12/1980 - Lennon está feliz. Depois de outro período de separação, reconciliou-se com Yoko. Na musica de abertura no novo LP , diz estar "Começando de novo. "E é para uma nova sessão de gravações que ele sai de casa, à tardinha, segunda- feira, encontrando tempo, na porta do edifício para dar um autografo para aquele que iria assassina-lo horas depois, o assassino tinha  25 anos com aparência de um fã como qualquer outro. Só que assassino, obtido o autografo, não vai embora. Fica na porta do Dakota, esperando que Lennon volte. O momento em que John da o autografo ao seu assassino foi fotografado por um outro fã que passava no local, e se tornou uma das mais famosas fotos da história do Rock 'n' Roll.

John Lennon dando autógrafo para Mark Chapman, seu assassino, horas antes de morrer.

Cercado pelas paredes forradas de mogno do escritório do Edifício Dakota em Nova Iorque, numa das mais quentes noites de dezembro já registrada, Jay Hasting esperava que John Lennon e Yoko Ono voltasse para casa. Jay era um porteiro forte, de barbas, e trabalhava no Dakota há mais de dois anos. Costuma dizer sempre que a melhor parte de seu trabalho fora ficar conhecendo John e Yoko, proprietários de cinco apartamentos no edifício. Hasting era fã dos Beatles desde garoto, tendo inclusive colecionado fotografias do quarteto fabuloso. Mas agora era tão-somente um fã. John Lennon sabia seu nome, e dizia "Bon soir, Jay", sempre que voltava com Yoko do estúdio ou de uma noite na cidade, ás vezes fazendo brincadeiras. Mas nesta noite Jay tinha uma supresa: Um chapéu de chuva feito de Plexiglas que um modista de vanguarda havia deixado para Yoko, e fazia planos de pedir que os dois  tentassem adivinhar o que era.
    
Hasting estava lendo uma revista, pouco antes das onze horas quando ouviu tiros fora do edifício, e depois sons de vidro estilhaçado. Sobressaltou-se , e ouviu alguém subindo a escada do escritório.
   
Enquanto isso do lado de fora do edifício, John e Yoko saem do da limusine rumo ao Dakota. Yoko entra primeiro. De repente uma voz: "Mr Lennon", John  vira-se para ver quem é, tão atentamente como a miopia o permite, e não tem tempo de dizer alguma coisa: O assassino lhe dispara cinco tiros a menos de dois metros de distancia.
    
Yoko ouve os tiros e da meia vota. A principio , não sabe que os tiros foram par a John, porque ele ainda consegue dar alguns passos. De repente , John grita "I'm Shot!" (Fui baleado). John Lennon cambaleou porta a dentro, no rosto um olhar confuso, terrível. Yoko entrou logo depois gritando : "John foi baleado". A principio, Hasting pensou que aquilo fosse mais uma brincadeira maluca. Lennon andou  vários passos e caiu, espalhando pelo chão fitas cassetes que Hasting apertou o botão de alarme que chamava a policia e correu para junto de John. Angustiado porteiro delicadamente tirou os óculos de Lennon, que pareciam fazer pressão em seu contorcido rosto. Em seguida, tirou seu paletó azul e cobriu Lennon; depois tirou  a gravata para usar de torniquete, mas não havia lugar para aplicar um torniquete. O sangue jorrava do peito e da boca de John, seus olhos desfocados. John tossiu uma vez, vomitando sangue e pedaços de tecidos.
    
Yoko, transita, gritava pedindo um medico e uma ambulância. Hasting discou 911 e pediu ajuda. Depois voltou para junto de Lennon e disse: "Tudo bem John. Você vai ficar bom."
    
Neste momento, o porteiro de fora entrou e disse a Hastings que o agressor tinha largado a arma na calçada. Hastings saiu atrás , mas não era necessário. O atarracado jovem que havia atirado em John estava calmamente em pé na rua 72, west, lendo O apanhados no campo de centeio.
    
De repente chegam duas viaturas, de onde saltaram quatro guardas, armas na mão. "Mãos ao alto", gritaram para Hastings, de olhos esbugalhados e coberto de sangue. "Não é ele", gritou o outro porteiro. "Ele trabalha , aqui, é aquele ali", e apontou para o jovem que lia. "É aquele".
    
Dois tiras prensaram o suspeito contra a elegante fachada do Dakota. Hasting e os outros dois guardas correram para dentro do edifício. Foi então , depois de ver a janela estilhaçada , que Hastings percebeu que John Lennon estivera morrendo diante de seus olhos.
 
Contra a vontade de Yoko , a policia virou o corpo para avaliar os ferimentos. Eles disseram "Este homem esta morrendo vamos tira-lo daqui." Disseram que não podiam esperar a ambulância, e cuidadosamente ergueram-no do chão. Hastings, segurando o braço e ombro esquerdos de John, ouviu ruídos de ossos partidos enquanto carregavam-no para fora. O corpo de John estava rígido, seus braços e pernas caídos, e assim foi colocado num carro de policia para ser levado para o hospital Roosevelt. Yoko subiu num segundo carro , Hastings voltou ao escritório e  ficou esperando.
    
No caminho do hospital , o guarda não consegue crê no estado de John e pergunta: "Você sabe que você é John Lennon", John abana a cabeça positivamente, é o ultimo gesto de John. Ao dar entrada no hospital, John já havia perdido mais de 80% do seu sangue. Vários cirurgiões e enfermeiras  fazem o que podem durante meia - hora. E quando o Dr. Stephen Lynn, diretor de serviços de emergência do hospital , sai da sala de operações , Yoko pergunta "Onde esta meu marido? Quero ficar com meu marido! Ele gostaria de ficar comigo!"
    
Dr. Lynn responde : "Temos péssimas noticias . Infelizmente , apesar de todos os nossos esforços, seu marido está morto. Não houve sofrimento no final". Yoko começa a soluçar : Você quer dizer que ele esta dormindo? "John Winston Ono Lennon, marido e pai de quarenta anos, tinha morrido.
 
Yoko volta ao Dakota sozinha. Liga para três pessoas: Tia Mimi, Julian e Paul McCartney.
 
10/12/1980 - Yoko em carta ao publico fala o comentário de Sean, Papai agora é parte de Deus. Acho que quando você morre você se torna muito maior porque você é a parte de tudo. E  termina com . "Nossos pensamentos estarão com vocês. Amor , Yoko e Sean. Nesta mesma carta Yoko pede que se faça um vigília de silencio no dia 14/12 por 10 minutos.
    
O corpo de John é cremado, sem cerimonias ou testemunhas a pedido de Yoko. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Santarém: Hidroporto da Panair do Brasil, 1947

Na edição de 1933, o jornal de Santarém registrou com "satisfação" a estadia em Santarém de Pedro Moura, "o competente engenheiro chefe dos serviços de sondagens no rio Tapajós". Ao fazer o percurso entre Belém e Santarém num avião da Panair, ele se tornou o primeiro passageiro "que se utilizou daquele rápido meio de transporte, após a inauguração da linha de navegação aérea Belém-Manaus". Num aparelho tipo Sikorsky, o vôo foi iniciado as sete horas da manhã do dia primeiro de novembro de 1933, chegando em Santarém as 10:52, depois de fazer escalas em Breves, Gurupá e Prainha. No trajeto foram consumidos 50 galões de gasolina, repartidos em 100 latas.

O Hidroporto da Panair do Brasil ficava em frente a praça da Matriz.
Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto  


No dia 15/9/1930, a empresa norte-americana NYRBA foi extinta, absorvida pela Pan American. Sua subsidiária brasileira, a NYRBA do Brasil, foi extinta no dia 17/10/1930. No seu lugar surgiu a Panair do Brasil, cujo nome foi aprovado pelo decreto 19.417, assinado no dia 21/11/1930. A frota da nova empresa incluía 8 hidraviões (4 Consolidated Commodore e 4 Sikorsky S-38). Ela foi autorizada a explorar vôos regulares postais e de passageiros ao longo da costa brasileira. Sua primeira operação foi no dia 28/11/1930. A Pan American voava dos Estados Unidos até Belém do Pará. De lá, a viagem prosseguia para o sul nas aeronaves da sua subsidiária brasileira, mas, até 1935, todas as tripulações eram norte-americanos. Em 1936, foram adquiridos 2 aviões Fairchild 91 e 2 Lockheed Electra. Em 1933, a Panair do Brasil começou a expandir suas linhas na Região Norte, ligando Belém a Manaus, com escalas em Cametá, Curralinho, Gurupá, Monte Alegre, Santarém, Óbidos, Parintins e Itacoatiara. Em 1936, a linha foi estendida até Porto Velho, passando por Borba, Manicoré e Humaitá, ao longo do Rio Madeira. Em 1938, os últimos pilotos norte-americanos foram substituídos por brasileiros.

Texto: http://www.catalineiros.com.br/

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Santarém mata a sua alma. Vamos parar com esse crime?

Não quero fazer deste artigo um chororô, nem denunciar o que já se sabe. Apenas relembrar alguns absurdos e convidar os indignados a encontrarmos uma forma de impedir que isso tudo continue. 

No mês passado, após retornar de uma das frequentes viagens a Santarém e noticiar o esbulho do prédio da antiga Padaria Lucy, cuja parede frontal estava sendo empurrada para a calçada a título de esconder um prédio que se ergue por detrás e cujas obras se fazem sobre os escombros da velha edificação, fiquei ainda mais apreensivo ao ler que outro “empresário” simplesmente fizera o mesmo com o Solar dos Macambiras, na rua Siqueira Campos. Neste caso, houve alguma reação e até um velório foi ensaiado. 
Pois bem, ou pois mal, essa tem sido a regra no trato da herança cultural de gerações passadas, inclusive de gerações que antecederam a cultura europeia que se implantou no século 16, como veremos mais adiante. 

Pela memória: nos anos 1960 o prefeito Everaldo Martins, de Santarém, uma das cidades mais antigas e conhecidas da Amazônia, mandou demolir o Teatro Victoria para transformá-lo em Câmara de Vereadores. Antes, o teatro já servia de Biblioteca Municipal, cujo acervo foi todo para o fogo a mando do capitão Elmano Moura Melo, interventor militar, sob argumento de que ali só havia “livros velhos”. Bem antes ainda, o modesto e belo teatro já fora depósito de fardos de juta. 

Foi esse mesmo prefeito militar que mandou derrubar todas as mangueiras das duas principais avenidas da cidade nos anos 60, a Rui Barbosa e a São Sebastião, para em seu lugar plantar acácias que a Celpa nunca deixa crescerem. Igualmente como fez o ex-prefeito Joaquim de Lira Maia, hoje deputado federal e ex-candidato a vice na chapa de Hélder Barbalho. Maia mandou botar no chão todas as árvores de um trecho da travessa Assis de Vasconcelos, sem a menor necessidade, para passar asfalto. 
 
Só para recordar: o Teatro Victoria foi um empreendimento de pessoas simples de Santarém quando a cidade tinha apenas 5 mil habitantes, na última década do século 19. Quando a obra estava quase pronta, o governador da Província do Pará conseguiu que o parlamento provincial aprovasse uma verba para a conclusão da obra. O dinheiro foi recusado pelos jovens de um grupo teatral que arrecadava os recursos com as suas apresentações. Portanto, junto com o prédio, foi-se também um momento particularmente significativo da auto-estima de uma cidade que hoje pouca auto-estima tem por si mesma.

Mais ou menos pela mesma época deu-se início a uma certa “reforma da catedral”, com pedido de dinheiro em programas da Rádio Rural, notadamente pelo radialista Osmar Simões. A reforma, na verdade, redundou na completa descaracterização interna do belo edifício religioso, moldado na arquitetura clássica e dotada de um forro que atraía visitantes de todo o Brasil. A beleza arquitetônica ficou por fora; por dentro, uma igreja igual a tantas outras, sem história e sem a riqueza da arte religiosa.  

Um pouco antes, botaram abaixo a belíssima capela de São Sebastião, construída pelos escravos, dado que a eles não era permitido entrar em igreja de branco. Em seu lugar, está lá um templo de arquitetura modernosa, lembrando as edificações do sul dos Estados Unidos, com as paredes cheias de buracos para a suposta entrada do vento. 

Nos anos 1980, no governo do prefeito Ronan Liberal, nada se fez para impedir que o Castelo, belíssima edificação dentro das águas do Tapajós, ruísse até sumir no rés do chão e das águas, como diria Benedicto Monteiro. E a cidade perdeu uma parte de sua cara e de sua história, pois foi ao redor e dentro do Castelo que um numeroso grupo de pescadores, no final do século 19, emparedou e expulsou um grupo de empresários portugueses que capturavam enormes quantidades de pescado para exportação, em prejuízo dos pescadores artesanais.  


O casarão do Barão de Santarém, Miguel Antonio Pinto Guimarães, ex-vice e ex-governador da Província do Pará, teve arrancados todos os azulejos originais de sua bela fachada, sina que marca diversos outros casarões históricos. 

Dos nossos avós, os índios Tupaiús, da opulenta coleção de sua cerâmica, que rivaliza com a dos povos do Marajó, restam poucas peças, alguns cacos que ficaram após a morte do colecionador Ubirajara Bentes de Souza. O melhor da coleção está no museu de antropologia da USP, em São Paulo.
Um breve inventário encontrará muito mais absurdos, como este: o historiador João Veiga dos Santos me contou certa vez que chegou ao Colégio Santa Clara e percebeu uma fogueira debaixo de uma árvore. Bibliófilo, ele correu a tempo de retirar da fogueira alguns exemplares de “livros velhos”. Entre estes, estava a Chronica do Padre João Felipe Bettendorf, festejado pelo mundo oficial como o “fundador” de Santarém. Ocorre que, segundo João Santos, naquele momento aquele era talvez o único exemplar da Chronica existente na cidade. Mais tarde foi reeditado pela editora da Universidade Federal do Pará. O mesmo colégio, com a sua tradição, teve arrancadas todas as mangueiras que enfeitavam o seu redor, seguindo a tendência geral de devastar uma cidade que, há três ou quatro décadas erguia-se debaixo de um imenso arvoredo urbano e era bem mais refrescada. Hoje todos se queixam do aumento do calor ao mesmo tempo em que se prossegue o desmatamento urbano. 

Trata-se de uma cidade que se decanta pelas suas belezas naturais e onde, no entanto, nada se está fazendo para, pelo menos, saber o quanto de poluição e contaminação estão descendo pelo Rio Tapajós, provenientes dos garimpos, em direção à foz, para possivelmente enlamear as suas mais belas praias, inclusive a decantada e celebrada Alter do Chão. 

Fonte: http://blogmanueldutra.blogspot.com.br/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Santarém: Travessa dos Mártires, 1957

Navegando no acervo da revista Life, encontrei essa sequência de três fotos da travessa dos Mártires, tiradas em abril de 1957 pelo fotógrafo russo Dmitri kessel para a revista LIFE.

sábado, 15 de novembro de 2014

Vista aérea de Santarém, 1953


Santarém sempre foi uma cidade bonita pela própria natureza, mas em 1933 já se fazia necessário também melhorar a perspectiva da edificação da cidade, “especialmente em sua parte litorânea”. Essa falta foi observada pessoalmente pelo interventor federal, Magalhães barata, quando em visita à capital do baixo-amazonas. Barata cobrou providências do prefeito, a quem nomeara, sem eleição.

Por isso, Ildefonso Almeida baixou um decreto, em 1º de novembro, estabelecendo prazos de 60 a 90 dias para que os proprietários de casas, prédios e edificações situados nas ruas João Pessoa e Siqueira Campos, avenida Adriano Pimentel e nas praças Monsenhor José Gregório e Barão de Santarém substituíssem as calhas de suas propriedades por platibandas, “de acordo com as plantas que forem aprovadas pela Prefeitura”.

A platibanda é uma mureta construída no alto da fachada para proteger ou camuflar o telhado, com efeito estético. E prático também, porque impede a água de cair diretamente do alto sobre o chão, atingindo passeantes, ao forçar a canalização a partir do teto.

O remodelamento foi imposto de forma drástica e sem a possibilidade de questionamentos também aos proprietários de serrarias, usinas de beneficiamento e estabelecimentos de construção situados desde a parte do trapiche até o bairro da Prainha. Eles tiveram apenas um prazo maior para providenciarem a mudança, de 120 dias.

Já os donos da usina de beneficiamento de arroz e algodão situada na Praça Rodrigues dos Santos teriam 180 dias para reformar esse prédio, “substituindo os barracões existentes por armazéns de material e em colocação paralela ao rio Tapajós”.

O quinto e último artigo do decreto era ainda mais draconiano: se os proprietários não cumprissem as ordens dadas, a prefeitura “se reserva o direito de mandar executar o serviço que se fizer mister, por conta do transgressor, de quem serão cobradas judicialmente as despesas decorrentes da construção ou mudança que se operar”. E ponto final.
 

Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Colaboração: Fragmentos de Belém


domingo, 2 de novembro de 2014

Santarém: Instituto Batista de Santarém, 1962

A sua criação data de 15 de outubro de 1948. Foi instalado a 1º de março de 1949, funcionando inicialmente em prédio alugado, situado na rua "Floriano Peixoto" número 557, sob a direção da Professora Onésima Pereia de Barros. Logo transferiu-se para as suas atuais instalações, localizada em edifício próprio construído na Avenida "Mendonça Furtado". É destinado a alunos de ambos os sexos.

Texto: Meu Baú Mocorongo - Wilson Fonseca
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Santarém: Saudosa praia da Vera Paz

Canção da Vera Paz
 
Raras coisas desta vida
São gostosas como a ida
Em noite de lua cheia
À Vera Paz afamada
Pra comer uma peixada
Sobre o alvo chão de areia

E se há um violão
Ponteando uma canção
Como fundo musical,
A felicidade é tanta
Que a gente até se espanta,
Pensando não ser real.

ESTRIBILHO
Teu luar, ó “Vera Paz”
Saudade pra gente traz!
 
Música de Wilson Fonseca  
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Alter do Chão


Foto raríssima de Alter do Chão, década de 1930.
Sairé - Ritual do levantamento dos mastros.


Foto: Carlos Estevão de Oliveira

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Santarém: Encontro das Águas

Foi há mais de trinta anos. David Rockefeller, o milionário americano, sobrevoou o rio Tapajós durante alguns minutos, numa daquelas esplêndidas manhãs amazônicas. No dia seguinte, os jornais estampavam estas emocionadas palavras do magnata: ''Conheço o mundo inteiro, já vi paisagens fantástica, mas nunca havia apreciado um espetáculo natural tão encantador como o encontro entre o Amazonas alaranjado e o Tapajós azul, em frente à cidade de Santarém''.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Santarém: Travessa 15 de Novembro, 1964


Travessa 15 de Novembro: Ela já foi chamada " Travessa do Cais", "Travessa Guajará", e por fim "15 de Novembro", em homenagem ao dia da Proclamação da República (1889).  
 

Texto: Santarém, Logradouros Públicos - Wilde Dias da Fonseca 
                                                                                                                                                          

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vista aérea de Santarém

Por que fizeste isso? Ah, quanta saudade dos bons tempos de outrora, queria eu poder voltar o tempo, deixaria tudo do jeitinho que era antes....Rio Tapajós, como ainda tens a essência impreguinada no meu íntimo...Lágrimas brotaram nos meus olhos.. A cor de tua água é inusitado ! única, absoluta! COR DE ESMERALDA. Sabes, na minha infância tomei muito banho em ti, carreguei água ( lata de manteiga) pois era criança. Lavei roupa ( ajudando a minha mãe. carreguei bacias com roupas, durante muitos anos, aí veio adolescência....rsrsrsr, Amigos a rodo (patota)
Não tenho roupa. sapato....rsrsrsr Empresta-me. Juraci? ...rsrsr
Cine Olímpia....rsrsrsr..Ah, entera a minha? ..kkkkk Não tinha porra nenhuma!!! mas era extremamente feliz.
O que mais me chama atenção Rio Tapajós, é o esgoto a céu aberto te matando...Lixo? affff, em grande quantidade, o povo não perdoa, administradores corruptos, ladrões, tentei limpar com as crianças, porém, sem êxito" povo sem noção e sem educação" observei que; antes, não havia lixo algum, hoje, é o que mais tem. TRISTE, agonizante fica o meu coração......Morava numa casa humilde, mas dizia que morava na casa do Deroci...rsrsrsrs....Quanta bobeira de adolescente sem noção do que e belo e singelo....Aos olhos do PAI, o que importa, é o caráter, honestidade, justiça., e amor ao próximo, e isso, eu tinha e tenho, e de sobra, quem me conhece verdadeiramente, sabe disso.
Rio Tapajós, não é só você que eles estão matando gradativamente, os igarapés, ou quer reserva ambiental, também, eu certifiquei ao vivo a lixarada, que dó !
Eu parabenizo pra quem postou essas fotos, tomei todas, sem me importar com a "marca", mas bebi, chorei, veio tristezas profundas, saudade das irmãs, sobrinhos, amigos, festinhas, sem roupas, sem grana, barriga vazia, mas, esbelta e poderosa..
Santarém querida, não sei teu sexo, talvés tu sejas comum de dois gêneros, com todo respeito, tu não tens condições de ser capital, te falta infra estrutura, em todos os aspectos , e acima de tudo: um bom prefeito, que te olhe com carinho e respeito e faça jus aos votos que recebera dos seus eleitores, e te faça uma cidade , a qual , só os que tem visão ampla da vida, veja o quão és bela e podes se tornar a bela cidade de Santarém, A TURÍSTICA, A PÉROLA SIM, E DO TAPAJÓS!!!!!!!
OBRIGADA PELA POSTAGEM.
BJS E FIQUE NA PAZ DO REDENTOR.

Line Silveira

Fonte: Nostalgia Santarém


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Santarém: Semana da Pátria

 Desfile da Semana da Pátria na rua do Comércio ( hoje, Lameira Bittencourt ). Década de 50.                          Foto registrada do 2º andar do Castelo.

 Foto: Prof. Roberto Vizeu
 Colaboração: Fragmentos de Belém 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Santarém: Loja A Violeta, 1932


Senhoritas e Cavalheiros: não façam suas compras para a festa da Padroeira sem verificarem o nosso lindo sortimento de Sedas e Calçados. Estamos vendendo por preços nunca vistos. CASA VIOLETA

Texto: Memórias de Santarém - Lúcio Flávio Pinto

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vista aérea de Santarém, 1953

Vista aérea do cruzamento da rua João Pessoa ( hoje, Lameira Bittencourt ) com a travessa dos Mártires. De todas as ruas antigas de Santarém, a única que mantém inalterado o nome é a travessa dos Mártires. Nunca mudou de nome. Seu nome é devido a essa rua ser a via direta que leva ao Cemitério Nossa Senhora dos Mártires.

Colaboração: Fragmentos de Belém

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Santarém: Hotel Oriental, 1947

    Foto registrada do 2º andar do Hotel Oriental, 1947.

O sr. Fernando R. dos Santos, proprietário do Hotel Oriental, ex-Pensão Paraibano, tem a máxima honra de avisar ao hospitaleiro povo de Santarém, que havendo se mudado para o prédio onde funcionou o antigo Correio, sito à rua João Pessoa, continua à disposição dos seus ilustres fregueses, proporcionando-lhes melhores acomodações e ótimas refeições. Ciente do bom gosto deste mesmo povo, agradece a atenção dispensada. Santarém, 23 de outubro de 1947.

Foto: University of Wisconsin-Milwaukee
Texto: Memórias de Santarém - Lúcio Flávio Pinto

domingo, 3 de agosto de 2014

Santarém: Loja A Primavera, 1910


DISTINÇÃO – As pessoas de bom gosto preferem sempre os artigos que a partir de sua ótima qualidade possuem um toque inconfundível de elegância e distinção. Portanto, desejando um chapéu que reuna qualidade, elegância e distinção exija sempre um CURY. Os chapéus CURY são conhecidos como os melhores porque são os melhores conhecidos. A PRIMAVERA

Foto: Indicador Illustrado do Estado do Pará, 1910
Texto: Memórias de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Colaboração: Fragmentos de Belém

domingo, 22 de junho de 2014

Santarém: O Mercado Velho

Os 4 mil habitantes da cidade lamentavam a ausência de local onde pudessem, mais facilmente, adquirir gêneros e frutas, carnes e peixes, para a alimentação diária. Carne verde não era fácil de obter. Apesar de contar a cidade com 10 ou 12 pequenos açougues, nem todos os dias abastecidos, o mocorongo devia acordar às 3 da manhã e muitas vezes ao chegar à porta do açougue a carne já havia acabado... Outros, mais espertos, já haviam estado antes, inclusive, talvez dormindo sentados à porta do estabelecimento.

Então, em 1896, a Câmara Municipal cogitou seriamente de construir um mercado. Houve discussão crespa entre os edis por causa do local. Dois queriam que fosse localizado à rua do comércio, então chamada rua Barão do Tapajós, no cruzamento com a travessa 15 de Novembro, quarteirão onde hoje estão a Casa Mim e as outras construções de Joaquim da Costa Pereira, fazendo frente para o rio; outros dois preferiam às proximidades da Praça da matriz, ainda outros o queriam perto do Teatro, em construção, exatamente, no local onde agora se encontra o mercado novo.

video
                               Vídeo raríssimo do antigo Mercado Municipal de Santarém, 1932. 
                                                 Vídeo produzido pela Ford Motion Picture.

Matando o impasse os Barões de São Nicola ofereceram gratuitamente um terreno de sua propriedade na mesma rua Barão do Tapajós, oferta que foi aceita e logo providenciada a edificação do primeiro mercado público de Santarém. A planta foi também gentilmente oferecia pelo engenheiro, tenente coronel Adriano Pimentel, filho da terra. No dia 17 de fevereiro desse ano de 1896, foi demarcado o local, e no seguinte começaram a ser carreados os materiais de construção.

Era intendente municipal o comendador Inácio José Corrêa, bisavô, pelo lado materno, do deputado Ubaldo de Campos Corrêa que, por notável coincidência, seria o indicador da construção do novo mercado se Santarém, 65 anos mas tarde.


















Foto: Orla de Santarém na década de 1930. Vê-se o antigo Mercado Municipal e o Castelo. Trecho entre as atuais travessas dos Mártires e 15 de Agosto. Foto: Apolônio Fona.

Em 9 de agosto de 1919 o intendente dr. Manoel Waldomiro Rodrigues dos Santos, no intuito de aumentá-lo, mandou arrematar em hasta pública, por 7.203$000, o terreno pertencente aos herdeiros de Raimundo Benjamin Caetano Corrêa, medindo 11 braças, de frente, entre o prédio do mercado e a travessa dos Mártires, aumento, aliás, que não chegou a ser concretizado.

Agora vai desaparecer o antigo próprio municipal. Irrisório, pequeno, para a época atual, mas bem suficiente para a da sua construção, prestou grandes serviços à população citadina. Mas, já de há muito, era considerado uma nódoa para os nossos foros da cidade civilizada. Desprezível, humilde, abandonado, não mereceu sequer uma foto ou uma citação no Álbum do Centenário de Santarém, publicado em 1948. Entretanto isso não ocorreu quando o grande governador paraense dr. Augusto Montenegro mandou organizar o majestoso Álbum do “Pará-1908”. Lá nas páginas dedicadas a Santarém, figura o mercado, todo liró e bonito, atestando aos porvindouros que antigamente também se trabalhava pela terra mocoronga.

Paulo Rodrigues dos Santos

terça-feira, 10 de junho de 2014

Limpeza pública em Santarém no século XIX

Rua Siqueira Campos, 1947.
Em 21 de abril de 1856, o então presidente da Câmara Municipal de Santarém, Miguel Antonio Pinto Guimarães, futuro Barão de Santarém, baixava uma série de artigos do Código de Posturas do Município, aprovados anteriormente pelo Legislativo Provincial para toda a Província do Grão Pará, específicos sobre a limpeza urbana, cujo teor transcrevo abaixo:
“Art. 15: Os proprietários de terrenos ou foreiros dentro dos limites das cidades, vilas ou freguesias deverão conservar sempre os ditos terrenos limpos, livre de imundícies, sob pena de incorrerem na multa de duzentos réis por cada braça de frente, ou dois dias de prisão.
Art. 16: Os moradores das cidades, vilas ou freguesias, cujas casas fizerem fundo para as bandas dos rios ou dos campos, serão obrigados a mandarem limpá-los de aningaes [sic], canaranas [sic], mato e imundícies, de três em três meses, no primeiro caso até as margens dos rios e no segundo até a distância de seis braças dos campos. O infrator incorrerá na multa de cinco mil réis ou dois dias de prisão.
Art. 18: Ninguém poderá lançar nas ruas, praças, estradas, praias, cais e mais lugares públicos, imundícies, cisco, vidros, restos de peixes, etc. o que só poderá ser feito nos lugares que as Câmaras designarem por editais. O infrator ocorrerá na multa de dois mil réis ou um dia de prisão, e será obrigado a mandar fazer a limpeza a sua custa, ou a pagar a despesa que o Fiscal para isso tiver feito.
Art. 19: Os moradores das cidades, vilas ou freguesias, e os donos dos terrenos dentro dos limites delas, são obrigados a conservar sempre limpas as testadas de suas casas e terrenos até o meio da rua ou travessa, dando esgotamento às águas, e não consentindo que na frente das ditas casas ou terrenos se lance lixo ou outra qualquer coisa imunda. O contraventor incorrerá nas penas do artigo antecedente”.
Naqueles tempos, qualquer pessoa que não cuidasse para que a cidade se mantivesse limpa, era punida pecuniariamente e com prisão temporária.

A limpeza era uma obrigação muito mais da população do que do poder público.

Texto: Sidney Canto
Fonte: http://www.jesocarneiro.com.br/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

TABA - Transportes Aéreos da Bacia Amazônica


"A Taba foi uma das pioneiras no transporte aéreo da região amazônica. Foi fundada em 1976 pelo coronel Marcílio Jacques Gibson (…) Encomendou 15 Bandeirante (operou apenas 11) e trouxe também os FH-227 e C-46 da extinta Paraense. Em 1983 trouxe dois BAe 146. As aeronaves pararam por razões técnicas e tempos depois foram retomadas pelos arrendadores. Bruno Gibson, filho do coronel, assumiu a Taba. Trouxe novas aeronaves, como os Fokker 100 e Dash 8, mas a desorganização continuava imperando. As precárias condições operacionais nada ajudavam. Acidentes começaram a manchar a reputação da Taba, que não agüentou a competição. Devolveu metade de sua frota de Dash 8 e, meses depois, teve os três últimos tomados por falta de pagamento. Com isto, sua frota ficou reduzida a dois Bandeirante. A companhia acabou fechando as portas em março de 1999".

Fonte: Fragmentos de Belém

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PENTA - Pena Transportes Aéreos

A PENTA - Pena Transportes Aéreos foi fundada em 1995 em Santarém, com o propósito de explorar o transporte aéreo no eixo Manaus-Santarém-Belém e outros segmentos secundários na região leste da Amazônia. A frota inicialmente composta por dois Cessna Grand Caravan, foi logo aumentada com dois Embraer 110 Bandeirante.

Em 1996 foram entregues os dois primeiros Embraer 120 Brasília e chegou-se a cogitar a operação do ERJ145, porém a compra não chegou a se realizar.

Seguindo o exemplo da TABA, em 1997 foi a vez de dois Dash 8-300 tomarem o rumo da Amazônia, operando então em rotas de maior distância e demanda. Em 1998 foi a vez do Dash 8-400Q ser anunciado como próximo equipamento, porém mais uma vez ...nada. Para complicar a situação, com a crise cambial de 1999, os dois Dash 8-300 foram devolvidos, levando ao cancelamento de várias rotas.

Entre o ano 2000 e 2001 a PENTA teve suas operações suspensas pelo DAC, sob a alegação de problemas de manutenção. A empresa voltou às atividades regulares no primeiro semestre de 2001, ostentando um novo e chamativo esquema de pintura.

Fonte: http://jatosajatos.blogspot.com.br/

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Visita da taça Jules Rimet a Santarém, 1970

Dezembro de 1970
A taça Jules Rimet do tricampeonato
recém conquistada nos campos do México era
exposta no Banco do Brasil das 
Capitais de Estado.

Por iniciativa do BEC foi levada a Santarém-Pá,
onde desfilou em concha de pá carregadeira, e
simbolizou a conquista da Amazônia na 
construção da Santarém-Cuiabá, e
a caminho do aeroporto,
posou com o time do São Francisco.

Acervo do Ten.Cel de Engenharia
Jaime Ribeiro