Você se Lembra?

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Características urbanas de Santarém (na visão do escritor Osny Duarte Pereira)

Santarém, novembro de 1953.

Passava de meia noite, quando um clarão distante e um farol de luz giratória preveniram a chegada a Santarém, a terceira cidade da Amazônia

Santarém ainda não dispõe de porto. Dizem os oposicionistas e até existem cartazes espalhados pela cidade dizendo que o dinheiro federal foi desviado, pelas autoridades municipais. Por isto, o “Acre” nossa embarcação teria de encostar no vaticano da SNAPP(serviço de navegação da Amazônia e de administração do porto do Pará) atracado no trapiche municipal.

Muito decepcionam os hotéis de Santarém, primitivos e paupérrimos, incompatíveis com o tamanho, com o desenvolvimento da cidade, com a cultura e espírito hospitaleiro de seu povo. As hospedarias não oferecem qualquer conforto. Ficamos hospedados no Hotel Tapajós no centro comercial de Santarém.


Santarém , com 17.000 habitantes, localizada diante da confluência do Tapajós com o Amazonas, na margem direita. Ruas estreitas no centro, com casinhas velhas, coladas umas nas outras. Mercado com intenso movimento pela manhã, apresentando frutas e peixes em abundância, na praia, trazidos pelo grande número de embarcações com velas coloridas. Abacaxis grandes a sete cruzeiros. Melancias de dois a três cruzeiros. Uma dúzia de bananas: quatro cruzeiros. Carne de gado a quinze cruzeiros o quilo e farta. Um ovo: um cruzeiro e cinqüenta centavos. Peixes predominantes: o tucunaré, a pescada branca, o acará e o pirarucu.


Um operário ganha vinte a vinte e cinco cruzeiros, por dia. Pode-se, pois, imaginar porque há fartura no mercado e não obstante a população tem aspecto doentio, franzino, vestindo-se mal e anda descalça na maioria. Num bairro proletário de ruas largas, os lotes são obtidos facilmente e neles armam ranchos inteiramente de palha, inclusive paredes e portas, sobre a terra batida.

Há uma bela pracinha, em que se ergue a catedral, a maior edificação, como ocorre em quase todas as cidades e povoados. Bastante rica, tendo-se em vista a miséria ambiente, abriga o famoso crucifixo doado pelo sábio naturalista bávaro Von Martius. A placa explicativa diz: “membro da Academia Real das Ciências de Munich, fazendo em 1817 a 1820, de ordem de Maximiliano José, Rei da Baviera, uma viagem científica pelo Brasil, e tendo sido aos 18 de setembro de 1819 salvo por misericórdia divina do furor das ondas do Amazonas, junto à vila de Santarém, mandou como monumento de sua pia gratidão, ao Todo Poderoso, erigir este crucifixo nesta Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no ano de 1846”.

Algumas seitas protestantes também ostentam templos notáveis, no meio do casario velho.

A rádio-emissora destrói o silêncio com alto-falantes colocados em lugares estratégicos. Por eles soubemos imediatamente que havia um telegrama retido, para nós, por falta de endereço.

Diante da cidade, parece descortina-se o oceano. Grandes cargueiros do Loide, transatlânticos ingleses passam em direção a Manaus, ou de volta. Na praia larga, acorrem banhistas. A junção das águas do Tapajós com as do Amazonas constitui espetáculo renovado todos os dias. Aquelas são claras e azuladas. Estas barrentas. O amazonas ora comprime o Tapajós, fazendo a linha de separação correr na barra, ora o maravilhoso fluente penetra, empurrando a divisória para bem longe, como se o grande rio fosse uma corrente de água de duas cores, bem diferentes. Centenas de embarcações de todos os tipos mostram a importância da rede potamográfica nos transportes e comunicações com a cidade. À noite, o cinema enche-se de espectadores, mas um passeio na praça e na longa rua que circunda a praia, recebendo a aragem refrescante, agrada muito mais. Entrar nos botequins, assistir as conversas a distância, conhecer os hábitos, as inclinações, examinar nas lojas as curiosidades do artesanato local, maravilhar-se com o leques de plumas de muanã, paturi, tucanos e outras aves com base de patichuli, as bolsas de tecido de palha, as ventarolas, as cuias com pinturas regionais e chapéus de palha com desenhos primorosos obtidos no próprio trançado, transmitem soma incalculável de distrações úteis.

 Diga-se de passagem que os leques de Santarém impressionaram mais os amigos do Rio, do que todas as curiosidades levadas, inclusive da Guatemala e do México, circuito de que a Amazônia foi a última etapa.
A chegada de Mário Guimarães, o impecável cicerone colocado pelo Banco de Crédito da Amazônia, S.A., à minha disposição, para facilitar o desempenho dos estudos sobre tarefas florestais para a “Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura”, que venho realizando paralelamente, tornou a permanência em Santarém ainda mais encantadora. Com ele e com Humberto Miranda Bastos, Inspetor Regional do Serviço Florestal na Amazônia, penetramos na intimidade do excelente povo, comemos pato ao tucupi e tartaruga de diversos modos, na residência de Eloi paz, gerente do Banco de Crédito da Amazônia. Na cidade, dançamos no hotel e num iate, num piquenique à praia de Maria José, recanto paradisíaco, numa das curvas do soberbo Tapajós – tão lindo como Paquetá, ou mais.

Osny e sua esposa se deliciando nas águas do Rio Taapajó. Foto V. Bemerguy



Na residência do juiz de direito, Dr. Aluízio da Silva Leal, esperamos longamente o regresso de sua Exma. Senhora que tinha ido à aula de inglês no grande colégio dos padres norte-americanos: A coqueluche da alta sociedade santarena. Como são elogiados! Como são queridos! Alguém dizia a propósito: “Aqueles, sim, são os verdadeiros sacerdotes. Não tem o ranço medieval dos padres católicos e brasileiros, cheios de complexos, de hipocrisias. Almas francas. Esportistas. Não fazem da batina um tabu. Tomam banho no rio com os outros. Criaturas encantadoras. Não caçam espórtulas, a qualquer pretexto. Tem sempre dólares, para se trocar, quando desejamos mandar buscar qualquer coisa nos Estados Unidos, ou comprar algum contrabandozinho nos navios da “Booth Line”...

Como se vê: os ianques transformaram o fácies amazônico, com uma rapidez e uma eficiência alucinantes.
Encerrando a temporada de Santarém, encaminhamo-nos ao seu magnífico aeroporto, com ampla pista asfaltada, condignas instalações no edifício, para os passageiros. Assim seguimos para Manaus deixando a cidade de Santarém aonde espero um dia voltar.

Fonte: Livro Desnacionalização da Amazônia (Osny Duarte Pereira)

sábado, 19 de maio de 2012

Navios da Frota Branca (ENASA)

O Transporte Fluvial de Passageiros, já teve seus dias de glória, isto nos bons tempos dos SNAPP e no inicio da ENASA, com confortáveis e luxuosos navios, misto de carga e passageiros, que faziam a rota do Marajó e do baixo Amazonas até Manaus, atendendo ainda a linha de Iquitos no Peru e do Madeira até Porto Velho, utilizando os navios da frota branca, como era conhecida.
Constituída dos seguintes navios: Lobo D’Almada, Augusto Montenegro, Leopoldo Perez, Lauro Sodré e Presidente Vargas, sendo este último, com formato diferente dos outros. Todos eles construídos em Amsterdam na Holanda. Tinham capacidade para transportar 500 passageiros, na classe popular e na classe especial.
Foram eles os melhores que já passaram pela Amazônia.
O fim dos navios da ENASA, mais conhecida como frota branca, foi triste.

*      O navio Augusto Montenegro, permanece quase totalmente no fundo da baía de Guajará, próximo ao barranco de Miramar em Belém.
*      Os navios Lobo D’Almada e Lauro Sodré, acabaram abandonados em um dos portos a margem da baía do Guajará, num cemitério de navios, em virtude de uma disputa judicial.
*      O navio Leopoldo Perez, ao navegar pelo estreito de Breves, foi abalroado por uma corveta da marinha, afundando imediatamente. Isto a noite com cerca de 400 passageiros abordo. Não houve vítimas.
*      O navio Presidente Vargas, afundou em Soure na ilha do Marajó.

Navio Lauro Sodré
Navio Lobo D'Almada
Navio Leopoldo Perez
Navio Augusto Montenegro



Navio Presidente Vargas

quinta-feira, 17 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Elinaldo Barbosa é o novo prefeito de Santarém


Após estar afastado por mais de cinco meses das funções, o vereador Elinaldo Barbosa dos Santos, ao reassumir sua cadeira na Câmara Municipal, foi eleito primeiro secretário, para substituir o Vereador Manoel Jerônimo Diniz, passando assim a assumir o cargo de prefeito municipal em exercício.

A indicação de seu nome foi feita tanto pela bancada da arena como pelo MDB, sendo, portanto, eleito por unanimidade com dez votos. A elevação do vereador Elinaldo Barbosa à suprema magistratura do município, apoiado pelos vereadores de ambos os partidos, representa o inicio da pacificação da família santarena que precisa deixa as arengas e cuidar de trabalhar, unida, pelo progresso da terra comum. Tem ele todos os trunfos nas mãos para fazer uma boa administração e sacudir a poeira da inércia que vem se arrastando a alguns meses, lançando-a, num plano de realizações, na senda do progresso. Ninguém, por enquanto,  tem o direito de atacar o moço que está à frente dos destinos do município. Devemos dar-lhe um crédito de confiança e aguardar o seu desempenho. Provado já está que a honestidade e o amor ao trabalho valem mais do que qualquer diploma, e o vereador Elinaldo Barbosa, pelo tirocínio que tem demonstrado à frente da Liga Esportiva de Santarém, bem pode fazer de Santarém o orgulho de seus concidadãos. 

Fonte: Jornal de Santarém - 06 de setembro de 1968

sexta-feira, 11 de maio de 2012

“Inri Cristo” agitou a cidade de Santarém. Louco, profeta ou enganador? 1981


Há muito tempo, aqui em Santarém, um psicopata trajando uma túnica romana e com o livro “QUO VADIS” sob os braços, saia pelas ruas dizendo se encarnar no imperador romano “NERO” era filho da terra, deve ter, de todo modo, inspirado comentários, gracejos e quem sabe até interrogações existenciais. No início da semana, um novo “Jesus” chamado “INRI”, andou por aqui pregando, acusando e contestando dogmas rituais. Quer queiram, quer não, louco ou santo, o “INRI” causou um reboliço na pacata Santarém. Aqui mostramos o que pensam algumas pessoas ouvidas a respeito desse “fenômeno”.

-Plínio João Hans (bancário), não sou ateu, mas muito menos ainda, carola. Não acredito cegamente no que dizem por aí, mas também não ponho em dúvida o que os outros dizem, a não ser que tenha elementos válidos e verdadeiros para contestar ou, pelo menos, argumentar. Conforme a história, há dois mil anos houve muita contrariedade com o dito e no não dito “Cristo”, aliás foi pregado na cruz por não fazer aquilo que os da época exigiam que “Ele” fizesse. Os judeus queriam um rei forte, que punisse seus opressores, em vez de força, deram  lhe uma ovelha pacífica e hábil, que não esboçou qualquer gesto de reação contra os opressores seus e de sua raça. Agora surge um novo “INRI”, como se diz chamar, dizendo ser Cristo reencarnado” Quem sou para contestá-lo ou confirmá-lo? Nem posso afirmar que o elemento mente ou fala a verdade com referência a si próprio. O dinheiro que o mesmo recebe é para sua peregrinação, tão somente, ou é para outros fins? Não sei, portanto, não posso afirmar nada. Vi e ouvi pela tv sua entrevista, onde criticou a “podridão” das igrejas, aliás, tem muito religioso ótimo, mas também tem aqueles que permitem um pronunciamento como o acima referido. Ditas tais palavras cabe-me, tão somente dizer-lhe, prefiro deixar o tempo para que o dia-a-dia nos mostre o que é, o que quer, ou ainda, que é o cidadão em questão.

-José Wilson Fonseca (advogado), em resumo, pareceu-me uma personalidade bastante forte, ainda que desequilibrada, com grandes indícios daquilo que os psicólogos chamam de “fixação e assunção de personalidade de outrem”. Entretanto, em que pesem as contradições, diz muitas verdades e é corajoso, e, tendo em vista os padrões de comportamento e de normalidade mental da sociedade moderna, poderia até mesmo ser chamado de louco, místico ou quem sabe megalomaníaco.

-Williams Pereira Campos (comerciante), bem, eu achei uma pessoa simples, inteligente, trazendo em suas palavras a paz, o amor pelo próximo e a simplicidade no modo de viver. Demonstrando que é uma pessoa bastante inteligente e vindo por ordem de “Deus”.

-Lauro de Jesus (agente da Capitania dos portos), eu acho que esse rapaz é um desequilibrado mental, que leu muito a bíblia, e ficou motivado péla beleza de seus versículos, porém, está muito distante às suas imitações. Talvez na sua infância tenha se dedicado bastante ao estudo da bíblia, que chegou ao ponto de tentar fazer aquilo que Jesus fez, mas tudo está acontecendo como está escrito na bíblia que, com o passar dos tempos viriam os falsos profetas.

-Maria de Lourdes de Souza Barbosa (Lourdes Camarão), eu achei que aquele homem é a verdadeira semelhança de Cristo, mas ninguém pode dizer que ele é uma ótima pessoa. Logo após sua chegada eu senti uma coisa estranha no meu corpo, então ele foi logo dizendo que eu não me assustasse que ele estava em peregrinação a mandado do pai. Depois sem que eu explicasse a minha doença, ele foi logo dizendo ao pôr a mão em minha cabeça, você vai ficar boa, tenha fé, agora sinto que estou muito melhor. Mas uma coisa eu digo, ele tem uma coisa que ninguém conseguiu descobrir.

Com voz pausada, corpo esguio e cabelos longos, “INRI CRISTO”, um catarinense que se diz filho de Deus, o próprio Jesus, conseguiu reunir uma grande platéia de curiosos na Praça da Matriz que, entre xingamentos e aplausos, sobraram até enfermos que o seguiram, em busca de um milagre.


De uma coisa todos têm certeza: “INRI CRISTO” é inteligente

-Waldemar Penna (médico), nesse caso eu só posso falar como médico, trata-se de um psicótico esquizofrênico, tipo paranoico.


Fonte: Jornal O Momento - 06 de junho de 1981

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fábricas de Pólvora

Em 1901, o cidadão português recém-chegado a Santarém José Bernardo Pereira tomou por arrendamento o sítio “Boa Esperança”, localizados nos subúrbios ao sul da cidade e de propriedades de Carmelino Rodrigues dos Santos, pai do escritor destas linhas. Ali pretendia construir uma fábrica de pólvora utilizando a força hidráulica do igarapé Irurá, que cortava o referido terreno. Efetuado o contrato a 26 de setembro de 1901, meteu logo mãos à obra e dentro de alguns meses estava a Fábrica de Pólvora FORTALEZA em pleno funcionamento, cujo produto de excelente qualidade entrou vitoriosamente no comércio, ao ponto de, poucos anos depois, constituir-se em sério concorrente, sobretudo na Amazônia, à conhecida pólvora ELEFANTE, de poderosa empresa pernambucana, que então dominava na região.

Abriu-se, então, uma guerra de ELEFANTE contra a FORTALEZA, a qual era óbvio, não pode resistir a desigual competição e teve de entregar os pontos, inclusive, segundo se propalava na época, sob a pressão de elementos locais influentes na política...

Nesse ínterim o chefe da FORTALEZA, José Bernardo Pereira, foi assassinado a tiro de rifle, (1906) quando almoçava em sua própria casa à rua Benjamim Constante em Santarém, sendo o criminoso um ex-empregado da firma.

A empresa pernambucana adquiriu o acervo de sua rival e, quando os ingênuos mocorongos esperavam novos aumentos de incentivos para sua pólvora os mauricianos mandaram demolir a aparelhagem hidráulica, retiraram algum material que lhes servia, despediram os operários e entregaram o terreno ao proprietário!...

Anos depois, o industrial santarense Raimundo de Andrade Figueira, aproveitando alguns operários habilitados estabeleceu outra fábrica no mesmo local com o sugestivo nome de pólvora LEÃO, talvez com a pretensão de competir com a ELEFANTE.

A LEÃO durou alguns anos bem difíceis. O seu produto, por falta de técnico especializado, era de inferior qualidade, Dave muita fumaça e resíduos. E a fábrica encerrou suas atividades.
E assim morreu uma indústria da qual muito esperavam os santarenos.


Fonte: Livro Tupaiulândia

sábado, 5 de maio de 2012

Santarém: Semana da Pátria, 1965



















Desfile de 7 de setembro do Colégio Santa Clara, na rua Lameira Bittencourt. Ao fundo, o prédio do antigo "castelo".







Desfile de 7 de setembro do Colégio Santa Clara, na avenida Barão do Rio Branco. Do lado esquerdo da foto, aparecem materiais utilizados para construção do colégio Alvaro Adolfo da Silveira.



Desfile de 7 de setembro do Colégio Santa Clara. Ao fundo, a estação de rádio da VASP.

Banda marcial do Colégio Alvaro Adolfo da Silveira. Década de 60.

Foto: Wagner Sousa

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vesperal no Cine Olímpia, 1962


Opiniões dos que tiveram oportunidade de assistir a sessão especial de <<Madame Butterfly” no CINE-OLÍMPIA dedicada ao Côro da Catedral de Santarém

Nota  : -Ao terminar a exibição do filme, o professor e emérito musicista Wilson Fonseca, levantou e, com vibrantes palmas, aplaudiu “Madame Butterfly”. Na Europa, essa é a suprema honra que um filme pode receber.

     
“O meu deslumbramento pela maravilhosa criação do imortal Puccini transplantada para a tela, pode ser traduzido por esta manifestação de minha sensibilidade artística:
      Pela primeira vez na vida não me contive e aplaudiu com entusiásticas palmas uma obra prima da cinematografia”
                                                                                           WILSON FONSECA

X X X
“Madame Butterfly” é um dos filmes mais comoventes que já vi em toda a minha vida.
IRMÃO GENARDO GRENNE C.S.C.

X X X
“Com grande prazer assisti no cine OLIMPIA, a adaptação para a tela da imortal ópera de Puccini “Madame Butterfly”. Foi, na realidade, uma doçura para o ouvido, um encanto para os olhos, um enlevo para o espírito. Que muitos outros filmes dessa natureza venham a Santarém, pois creio já temos platéia bastante evoluída para obras de tal envergadura”
WILDE FONSECA

X X X
“Grande música, grandes artistas, grandes cenários : em conclusão : “Madame Butterfly” é um grande filme
EXPEDITO TOSCANA

X X X
“Sobre  o filme <<Madame Butterfly>> confesso que, no gênero, é um dos mais belos de quantos tenho assistido”.
JOSÉ FERNANDO DO SANTOS

<<Madame Butterfly>> Será exibido domingo.

Fonte: Jornal de Santarém - 21 de julho de 1962